TERREIRIZAR AS VIVÊNCIAS: ASPECTOS DO SABER E FAZER AFRO COMO ENSINAMENTO DE VIDA



TERREIRIZAR AS VIVÊNCIAS: ASPECTOS DO SABER E FAZER AFRO COMO ENSINAMENTO DE VIDA
Carolina Reichert do Nascimento

22/09/2026
86-97
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Este artigo apresenta um relato de experiência que tece, em tom poético e intimista, memórias das convivências em terreiros de Umbanda. Tomando a fumaça da defumação como fio condutor de uma reflexão sobre os saberes e os fazeres afro-brasileiros enquanto pedagogia de vida. Parte-se do pressuposto de que o corpo é também terreiro e de que a oralidade, o toque do atabaque, o giro dos caboclos e o cheiro das ervas queimadas constituem uma epistemologia própria, insubmissa àquelas hegemônicas e acadêmicas. Em diálogo com autores que se alinham a esse pensamento, entre eles, Luiz Antonio Simas, Luiz Rufino, Rafael Haddock-Lobo, Nei Lopes, Leda Maria Martins, discute-se a noção de encruzilhada como método, o tempo espiralar como lógica de organização da memória afro-diaspórica, a escrevivência como postura de escrita e a ciência encantada das macumbas como forma legítima de conhecimento. Conclui-se que terreirizar as vivências é um gesto epistemológico e político de reconhecimento das sabedorias negras como formas de estar no mundo, de cuidar e de ensinar.
Ler mais...Terreiro; Fumaça; Ancestralidade; Encruzilhada; Conhecimento
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