TENDÊNCIA TEMPORAL DA COQUELUCHE EM CRIANÇAS NO CENTRO-OESTE DO BRASIL (2022–2025): DESAFIOS DA PREVENÇÃO E VIGILÂNCIA NO PÓS-PANDEMIA

Code: 260522028
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Título

TENDÊNCIA TEMPORAL DA COQUELUCHE EM CRIANÇAS NO CENTRO-OESTE DO BRASIL (2022–2025): DESAFIOS DA PREVENÇÃO E VIGILÂNCIA NO PÓS-PANDEMIA

Autores:
  • Carolina Gonçalves Pires

  • Elisa Damasceno Albernaz

  • Geovana Ferreira de Nazaré

  • Giovanna Morais Dantas Ferreira

  • Isadora Borges Toledo

  • Lídia Amanda de Sousa Santos

  • Livia Guerra Fernandes

  • Marcos Aurélio Rodrigues Borges

  • Rafaela Matias Caitano Neves

DOI
  • DOI
  • 10.37885/260522028
    Publicado em

    01/07/2026

    Páginas

    216-234

    Capítulo

    17

    Resumo

    Este estudo epidemiológico observacional, retrospectivo e descritivo utilizou dados secundários do SINAN e DATASUS, abrangendo o período de janeiro de 2022 a Dezembro de 2025. A análise teve como foco os casos de coqueluche em crianças de 0 a 14 anos na macrorregião Centro-Oeste do Brasil, com o objetivo de identificar tendências temporais da doença e os desafios enfrentados pela vigilância epidemiológica no contexto pós-COVID-19. A coqueluche é uma infecção respiratória aguda altamente contagiosa, com elevada morbimortalidade, especialmente entre lactentes menores de um ano. Apesar da disponibilidade da vacina pentavalente pelo SUS, a baixa cobertura vacinal, particularmente da vacina dTpa em gestantes, e as desigualdades regionais comprometem a prevenção e o controle da doença. A pandemia de COVID-19 agravou o cenário, contribuindo para a subnotificação de casos devido à variabilidade clínica da coqueluche, limitações nos diagnósticos e às medidas sanitárias que, embora tenham reduzido a transmissão momentaneamente, dificultaram a identificação precisa da incidência real. Os dados apontam um aumento expressivo dos casos, especialmente entre 2024 e 2025. Observou-se predominância entre crianças pardas e descreto predomínio pelo sexo feminino. A insuficiente cobertura vacinal entre gestantes reforça a necessidade urgente de fortalecer ações de imunização e vigilância. Conclui-se que a vigilância passiva atual é ineficaz para o controle da coqueluche. Recomenda-se a adoção de uma vigilância ativa integrada, a capacitação contínua de profissionais de saúde e a ampliação de estratégias vacinais voltadas para gestantes e grupos vulneráve

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    Palavras-chave

    Brasil; Coqueluche; Crianças; Vigilância

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