REABILITAÇÃO PROTÉTICA EM CRIANÇAS APÓS A PERDA PRECOCE DE DENTES DECÍDUOS: PLANEJAMENTO OCLUSAL, MATERIAIS E ETAPAS LABORATORIAIS



REABILITAÇÃO PROTÉTICA EM CRIANÇAS APÓS A PERDA PRECOCE DE DENTES DECÍDUOS: PLANEJAMENTO OCLUSAL, MATERIAIS E ETAPAS LABORATORIAIS
Francine Lorencetti da Silva Campioni

10/09/2026
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Objetivo: Sintetizar as evidências sobre a reabilitação protética de crianças após a perda precoce de dentes decíduos, considerando alterações oclusais, desempenho dos dispositivos, materiais, etapas laboratoriais, repercussões funcionais e acompanhamento durante o crescimento. Métodos: Revisão integrativa com buscas em bases eletrônicas internacionais e latino-americanas de literatura em saúde, até 29 de julho de 2026. Foram elegíveis estudos clínicos, revisões, séries de casos e descrições técnicas sobre perda precoce de dentes decíduos e manutenção ou reabilitação do espaço. Os dados foram organizados em cinco domínios temáticos. Resultados: Foram incluídas 38 publicações. A perda de espaço após o primeiro molar decíduo foi pequena e localizada; após o segundo molar, sobretudo antes da erupção do primeiro molar permanente, o risco foi maior. Mantenedores metálicos permaneceram como referência clínica, apesar de descimentação e fratura de solda frequentes. Dispositivos reforçados por fibras reduziram o tempo clínico, com desempenho consistente apenas no curto prazo. A reabilitação anterior trouxe ganhos estéticos e possivelmente fonoarticulatórios, exigindo manutenção periódica. Os fluxos digitais reduziram etapas e permitiram maior padronização, mas os ensaios comparativos são divergentes. Conclusão: A indicação deve ser individualizada segundo o dente perdido, o momento da perda, o estágio eruptivo do sucessor, a discrepância de espaço, o risco de cárie e a cooperação da criança. O sucesso depende da seleção do dispositivo, da qualidade laboratorial e do acompanhamento durante o crescimento.
Ler mais...dente decíduo; mantenedor de espaço em ortodontia; oclusão; perda de dente; prótese dentária
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