O BRINCAR INTERGERACIONAL DAS INFÂNCIAS NEGRAS: ANCESTRALIDADE, MEMÓRIA E TRANSMISSÃO DE SABERES COMO PEDAGOGIAS DE RESISTÊNCIA

Code: 260922928
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Título

O BRINCAR INTERGERACIONAL DAS INFÂNCIAS NEGRAS: ANCESTRALIDADE, MEMÓRIA E TRANSMISSÃO DE SABERES COMO PEDAGOGIAS DE RESISTÊNCIA

Autores:
  • Benedita Maria Azevedo Martins

  • Tyciana Vasconcelos Batalha

  • Karla Dayanne Braga Abreu Aguiar

  • Tatiara Rodrigues Costa

  • Joselma Santos Silva

  • Tarcila Elisa Rocha Miranda Ferreira

  • José Ribeiro da Silva Neto

  • Valéria Regina da Costa Vasquez Pereira

  • Maria de Ribamar Costa Benicio

DOI
  • DOI
  • 10.37885/260922928
    Publicado em

    07/10/2026

    Páginas

    105-122

    Capítulo

    7

    Resumo

    O presente capítulo analisa o brincar intergeracional das infâncias negras a partir das relações entre brincar, ancestralidade, memória, identidade, território e transmissão de saberes. Parte-se da compreensão de que o brincar não constitui apenas uma atividade recreativa, mas uma prática cultural na qual crianças produzem sentidos sobre si, sobre o grupo ao qual pertencem e sobre o mundo. O objetivo é compreender de que maneira experiências lúdicas compartilhadas entre diferentes gerações podem favorecer a circulação, a recriação e a continuidade de conhecimentos culturais, especialmente em contextos negros e quilombolas. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, bibliográfica e documental, fundamentada em estudos sobre cultura lúdica, jogo, infância negra, identidade, educação, relações étnico-raciais e ancestralidade. O referencial reúne, entre outros, Brougère, Kishimoto, Freire, Hall, Munanga, Gomes e Araújo e Trancoso e Oliveira, além de documentos normativos brasileiros. A análise propõe compreender o brincar intergeracional como uma pedagogia da ancestralidade, entendida como processo cultural e educativo em que memórias, valores, saberes, gestos, narrativas, objetos, músicas e formas de pertencimento circulam entre gerações e são recriados pelas crianças. Defende-se que a ancestralidade não se transmite somente pela palavra ou pelo ensino formal, mas também pelo corpo, pela oralidade, pelo território, pela experiência e pelas relações comunitárias. Conclui-se que reconhecer o brincar como produção cultural pode fortalecer uma educação antirracista que valorize as infâncias negras como sujeitos de conhecimento, criação, memória e resistência.

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    Palavras-chave

    brincar; infâncias negras; ancestralidade; relações intergeracionais; educação antirracista

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