MICORREMEDIAÇÃO DE PESTICIDAS NO SOLO: UMA REVISÃO FOCADA NO BRASIL, UM DOS MAIORES PAÍSES AGRÍCOLAS



MICORREMEDIAÇÃO DE PESTICIDAS NO SOLO: UMA REVISÃO FOCADA NO BRASIL, UM DOS MAIORES PAÍSES AGRÍCOLAS
Pedro Henrique Vinha Silva
Fábio Júnio Gonçalves de Oliveira
Lúcia Maria Carareto Alves
Luciana Maria Saran

25/11/2025
34-65
3
O Brasil figura entre as maiores potências agrícolas globais e, consequentemente, destaca-se como um dos maiores consumidores de agroquímicos em escala mundial. A crescente demanda por alimentos, impulsionada pelo aumento contínuo da população mundial, torna o emprego desses defensivos agrícolas praticamente indispensável, devido aos prejuízos causados por pragas, doenças e plantas daninhas à produtividade das culturas. Entretanto, o uso indiscriminado e excessivo desses compostos por parte dos produtores agrícolas tem resultado em impactos ambientais significativos e em sérias consequências para a saúde pública. Diversas estratégias têm sido desenvolvidas para a remediação de solos contaminados por pesticidas, incluindo abordagens químicas, físicas, térmicas e biológicas. Entre as alternativas biotecnológicas emergentes, destaca-se a micorremediação, que emprega fungos com capacidade metabólica de degradar e/ou transformar compostos tóxicos de maneira ambientalmente sustentável. Esta revisão tem como objetivo discutir a trajetória do uso de agroquímicos no Brasil, contemplando aspectos históricos, legislação vigente, riscos de intoxicação humana e estratégias de remoção de pesticidas em solos contaminados, com ênfase especial na aplicação da micorremediação, abordagem que vem sendo amplamente investigada nos últimos anos em diversas partes do mundo.
Ler mais...Ambiente; fungos; biorremediação; agroquímicos
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional .

O conteúdo dos capítulos e seus dados e sua forma, correção e confiabilidade, são de responsabilidade exclusiva do(s) autor(es). É permitido o download e compartilhamento desde que pela origem e no formato Acesso Livre (Open Access), com os créditos e citação atribuídos ao(s) respectivo(s) autor(es). Não é permitido: alteração de nenhuma forma, catalogação em plataformas de acesso restrito e utilização para fins comerciais. O(s) autor(es) mantêm os direitos autorais do texto.

