Título
HABITAÇÃO BIOCLIMÁTICA NO ALTIPLANO ANDINO: TECNOLOGIAS PASSIVAS E MATERIAIS INOVADORES PARA O CONFORTO TÉRMICO E A EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

Publicado no livro
AMBIÊNCIA, ENGENHARIA E SUSTENTABILIDADE EM DIFERENTES ESPAÇOS E DIREÇÕES - VOLUME 4Capítulo
5
Páginas
91-103
Publicado em
04/07/2026
Autores
- Arnaldo Jorge Condori Palomino iD Universidad Nacional Amazónica de Madre de Dios
- Jorge Rosales Gallegos iD Universidad Nacional del Altiplano de Puno
- Oscar Gustavo Guadalupe Zevallos iD Universidad Nacional Amazónica de Madre de Dios
- Juan Alexander Condori Palomino iD Universidad Nacional del Altiplano de Puno
- Fredy Sosa Gutiérrez iD Universidad Nacional del Altiplano de Puno
- Humberto Mamani Coaquira iD Universidad Nacional del Altiplano de Puno
- Ruby Juniors Álvarez Arteaga iD Universidad Nacional del Altiplano de Puno
- Grover Linder Flores Ponce iD Universidad Nacional del Altiplano de Puno
- Néstor Omar Mercado Ayamamani iD Universidad Nacional del Altiplano de Puno
Resumo
Nas terras altas dos Andes, o frio extremo é um problema de saúde e de habitabilidade que afeta milhões de pessoas. As moradias rurais altoandinas, em geral construídas em adobe sem isolamento e com muita infiltração de ar, oferecem pouca proteção contra as baixas temperaturas e as geadas, de modo que a temperatura interna durante a madrugada é quase igual à externa. Este capítulo revisa o estado da arte sobre a habitação bioclimática voltada ao frio extremo de altitude, com foco no contexto altoandino, especialmente o do altiplano de Puno, no Peru. São apresentados os fundamentos do conforto térmico e da arquitetura bioclimática e discutidas as principais estratégias passivas para captar, armazenar e conservar o calor: a captação solar, a estufa anexa, a massa térmica, o isolamento e o controle da infiltração. O texto detalha o muro Trombe, tecnologia passiva de aquecimento solar com bons resultados nos Andes, e os materiais de mudança de fase, que armazenam calor latente e representam a fronteira de inovação na área. Reúnem-se ainda evidências de desempenho, fórmulas básicas de transmitância e armazenamento de calor, e uma síntese comparativa de custo e adequação das soluções ao contexto local. Conclui-se que é possível alcançar conforto térmico no frio extremo com baixo consumo de energia, aproveitando a abundante radiação solar do altiplano, desde que as tecnologias sejam adaptadas aos materiais, aos recursos e aos saberes locais, com apoio de políticas públicas e de pesquisa aplicada.
Palavras-chave
habitação bioclimática; conforto térmico; muro Trombe; materiais de mudança de fase
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