ENERGIA EÓLICA: FUNDAMENTOS, TRAJETÓRIA MUNDIAL E A CONSTRUÇÃO DO SETOR NO BRASIL

Code: 260922902
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Título

ENERGIA EÓLICA: FUNDAMENTOS, TRAJETÓRIA MUNDIAL E A CONSTRUÇÃO DO SETOR NO BRASIL

Autores:
  • João Paulo Carneiro Barbosa

  • Alexandre Boleira Lopo

  • Eliane Maria de Souza Nogueira

  • Claudemiro de Lima Júnior

DOI
  • DOI
  • 10.37885/260922902
    Publicado em

    30/08/2024

    Páginas

    121-136

    Capítulo

    7

    Resumo

    Este capítulo analisa como a energia eólica se consolidou, técnica e institucionalmente, como fonte relevante da matriz elétrica mundial e brasileira. Realizou-se revisão narrativa da literatura, complementada pela análise documental de dados secundários oficiais disponibilizados por órgãos e entidades como GWEC, EPE, ABEEólica, ANEEL, IRENA e EIA. Os resultados indicam que a potência disponível no fluxo de ar é proporcional ao cubo da velocidade do vento, sendo a fração efetivamente conversível limitada pelo coeficiente de Betz, o que estabelece um limiar de viabilidade técnica situado entre 7 e 8 m/s à altura do rotor e torna a geração comercial geograficamente seletiva. No plano mundial, a fonte atingiu 906 GW de potência instalada em 2022, dos quais 92,9% onshore, com taxa média de crescimento anual de 12,3% entre 2013 e 2022. No plano nacional, o país passou de um único aerogerador instalado em Fernando de Noronha, em 1992, a 1.016 parques em operação comercial em dezembro de 2023, com a fonte respondendo por 13,4% da capacidade de geração elétrica nacional em 2022 e crescendo, no mesmo decênio, a cerca de 23% ao ano - aproximadamente o dobro da média mundial. A discussão evidencia que a década de estagnação entre 1992 e 2002 - na qual o recurso natural permaneceu inalterado - e a aceleração subsequente ao Proinfa e ao sistema de leilões regulados sustentam a interpretação de que a expansão eólica brasileira foi, em larga medida, induzida por desenho regulatório. Conclui-se que a disponibilidade do recurso é condição necessária, mas não suficiente, para a expansão de fontes renováveis, que depende da articulação entre potencial físico e arranjos institucionais.

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    Palavras-chave

    Energias renováveis; Transição energética; Política energética; Matriz elétrica; Leilões de energia

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