ENERGIA COMO QUESTÃO DE DESENVOLVIMENTO: AGROECOLOGIA, TERRITÓRIO E JUSTIÇA ENERGÉTICA NA AGRICULTURA FAMILIAR DO SEMIÁRIDO



ENERGIA COMO QUESTÃO DE DESENVOLVIMENTO: AGROECOLOGIA, TERRITÓRIO E JUSTIÇA ENERGÉTICA NA AGRICULTURA FAMILIAR DO SEMIÁRIDO
João Paulo Carneiro Barbosa
Alexandre Boleira Lopo
Eliane Maria de Souza Nogueira
Claudemiro de Lima Júnior

05/09/2025
162-177
10
No debate sobre a transição energética no Semiárido brasileiro, a energia na pequena propriedade rural costuma ser tratada como problema técnico de suprimento. Este capítulo sustenta que, na agricultura familiar, ela é antes um problema de desenvolvimento, ligado à autonomia da família, à sua permanência no campo e ao ajuste entre a técnica e as condições concretas do lugar. Para fundamentar essa leitura, o texto articula a abordagem territorial do desenvolvimento e o paradigma da convivência com o semiárido, a agroecologia, a perspectiva das transições sociotécnicas e a justiça energética, tomando os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável como moldura de convergência. Examina, ainda, os efeitos territoriais da expansão renovável no Nordeste à luz da questão agrária e identifica um paradoxo de escala: a reputação eólica da região, válida para chapadas e litoral, pode legitimar a apropriação de territórios camponeses e, ao mesmo tempo, sugerir ao agricultor dos vales interiores um recurso que sua terra pode não oferecer. Conclui-se que os referenciais discutidos convergem para o critério de adequação entre técnica e território e que a justiça energética, na agricultura familiar, começa pelo diagnóstico honesto do recurso disponível.
Ler mais...Transições sociotécnicas; autonomia; expansão eólica; Nordeste brasileiro
DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL: INOVAÇÃO, POLÍTICAS E PRÁTICAS PARA O FUTURO DO CAMPO
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