EFEITOS DOS EXERCÍCIOS DE FORÇA MUSCULAR NA PREPARAÇÃO PARA A MARCHA NO PACIENTE COM DOENÇA DE PARKINSON



EFEITOS DOS EXERCÍCIOS DE FORÇA MUSCULAR NA PREPARAÇÃO PARA A MARCHA NO PACIENTE COM DOENÇA DE PARKINSON
Raquel Rodrigues Fernandes Paulino
Ana Carolina Brandão Silveira
Carlos Eduardo Cesar Vieira
Leonardo Luiz Barretti Secchi
Umilson dos Santos Bien
Danilo Armbrust
Danilo Sergio Vinhoti
Nathália C. Dias de Macedo Yamauchi
Beatriz Berenchtein Bento de Oliveira

04/03/2026
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A Doença de Parkinson (DP) é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva, caracterizada por alterações motoras e não motoras, sendo a marcha um dos comprometimentos mais incapacitantes. O treino de força tem sido apontado como estratégia fisioterapêutica relevante para a melhora funcional desses pacientes. Objetivo: Relatar os efeitos dos exercícios de força muscular na preparação para a marcha em um paciente com Doença de Parkinson, a partir de um estudo de caso. Métodos: Estudo de caso com paciente do sexo masculino, 82 anos, diagnosticado com DP, que apresentou piora da deambulação após queda e procedimento cirúrgico. O paciente apresentava dependência de cadeira de rodas, bradicinesia, festinação, instabilidade de tronco, fraqueza muscular, dor articular e dependência parcial para atividades de vida diária. Foi aplicado um protocolo fisioterapêutico baseado no treino de força, associado a exercícios funcionais, equilíbrio, transferências e preparação para a marcha, durante 14 sessões de 50 minutos, realizadas duas vezes por semana. Resultados: Observou-se melhora da força muscular de membros superiores e inferiores, redução da dor no joelho esquerdo, melhora do equilíbrio em sedestação e ortostatismo, maior estabilidade de tronco e evolução funcional significativa. O paciente passou a realizar transferências de forma independente e retomou a marcha com auxílio de dispositivos, com mínima assistência.Conclusão: O treino de força associado à fisioterapia mostrou-se eficaz na melhora da capacidade funcional e na preparação para a marcha em paciente com DP, contribuindo para maior independência funcional, melhora do equilíbrio e redução do risco de quedas.
Ler mais...Doença de Parkinson; Treinamento de Força; Fisioterapia; Marcha; Reabilitação
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