DETERMINISMO BIOLÓGICO DA DEFICIÊNCIA NA EDUCAÇÃO ESPECIAL CONTEMPORÂNEA: BARREIRAS ATITUDINAIS, GAMBIARRAS E MERCANTILIZAÇÃO



DETERMINISMO BIOLÓGICO DA DEFICIÊNCIA NA EDUCAÇÃO ESPECIAL CONTEMPORÂNEA: BARREIRAS ATITUDINAIS, GAMBIARRAS E MERCANTILIZAÇÃO
Alexandre Soledade de Paiva Ramos
André Luiz Alvarenga de Souza

08/04/2026
69-81
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Este artigo investiga o determinismo biológico da deficiência e as demandas da educação especial inclusiva no Brasil. Argumenta-se que o fracasso da inclusão transcende a infraestrutura, residindo primordialmente nas barreiras atitudinais da comunidade escolar. Tais barreiras perpetuam a visão do estudante como "estrangeiro" ou "visitante", mesmo com tecnologias assistivas disponíveis. O texto critica a "institucionalização da gambiarra" — improvisos pedagógicos que focam na docilização e contenção comportamental em vez da emancipação intelectual. A adolescência é identificada como fase crítica, marcada pelo isolamento e pelo estigma da violência, onde crises sensoriais são confundidas com agressividade. Analisa-se a aplicabilidade do Plano Educacional Individualizado (PEI) em meio ao conflito entre os modelos médico-clínico e pedagógico, além da influência da desinformação mercadológica sobre as famílias. Propõe-se uma "Terceira Via": um modelo híbrido com suporte intensivo integrado à sala regular. Contudo, alerta-se que essa proposta permanece utópica enquanto a educação especial for relegada a espaços arquitetônicos improvisados ("puxadinhos"). Conclui-se que a inclusão efetiva exige superar o reducionismo do laudo clínico, reafirmando a soberania pedagógica da escola para promover a autonomia plena e a humanidade integral do estudante.
Ler mais...DETERMINISMO BIOLÓGICO; BARREIRAS ATITUDINAIS; COMPORTAMENTO; EDUCAÇÃO ESPECIAL; NEURODIVERGENCIA
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