DA IDADE CRONOLÓGICA À IDADE BIOLÓGICA A SUB-REPRESENTAÇÃO DE PACIENTES ACIMA DE 75 ANOS NOS ENSAIOS CLÍNICOS DE CARDIOLOGIA: O IMPERATIVO DA AVALIAÇÃO DA FRAGILIDADE NA TOMADA DE DECISÃO

Code: 260522007
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Título

DA IDADE CRONOLÓGICA À IDADE BIOLÓGICA A SUB-REPRESENTAÇÃO DE PACIENTES ACIMA DE 75 ANOS NOS ENSAIOS CLÍNICOS DE CARDIOLOGIA: O IMPERATIVO DA AVALIAÇÃO DA FRAGILIDADE NA TOMADA DE DECISÃO

Autores:
  • Camila Perugini Stadtlober

  • Philipe Quagliato Bellinati

DOI
  • DOI
  • 10.37885/260522007
    Publicado em

    01/07/2026

    Páginas

    191-203

    Capítulo

    15

    Resumo

    As doenças cardiovasculares permanecem a principal causa de mortalidade global, com carga concentrada de forma desproporcional na população idosa; contudo, os pacientes com 75 anos ou mais encontram-se sistematicamente sub-representados nos ensaios clínicos que fundamentam as diretrizes cardiológicas contemporâneas. Esta revisão narrativa sintetiza as evidências acerca da magnitude e das consequências dessa sub-representação e examina criticamente o deslocamento de paradigma da idade cronológica para a idade biológica e a fragilidade como eixos da tomada de decisão clínica. A literatura analisada demonstra de forma consistente que a fragilidade, aferida por instrumentos validados, constitui preditor mais acurado de desfechos adversos do que a idade cronológica isolada, a qual, após ajuste para fragilidade e comorbidades, frequentemente perde poder prognóstico independente. Paralelamente, meta-análises, registros multicêntricos e ensaios randomizados dedicados, indicam que a estratégia invasiva nas síndromes coronarianas agudas reduz infarto do miocárdio e revascularização não programada e, em coortes de mundo real e populações selecionadas, associa-se a menor mortalidade, ainda que o benefício sobre a mortalidade em ensaios randomizados seja heterogêneo e o risco hemorrágico se eleve nos extremos etários. Conclui-se pela necessidade urgente de incorporar a avaliação sistemática da fragilidade e dos determinantes sociais aos modelos de estratificação de risco e à decisão compartilhada, abandonando a idade cronológica como critério isolado de elegibilidade terapêutica e promovendo a inclusão de pessoas idosas frágeis nos ensaios futuros.

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    Palavras-chave

    Cardiogeriatria; Fragilidade; Idade Biológica; Estimativa de Risco; Tomada de Decisão Compartilhada

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