CHECKLIST DAS SAMAMBAIAS E LICÓFITAS DA MATA DO BURAQUINHO, PARAÍBA, BRASIL: RIQUEZA, AFINIDADES FLORÍSTICAS E CONSERVAÇÃO



CHECKLIST DAS SAMAMBAIAS E LICÓFITAS DA MATA DO BURAQUINHO, PARAÍBA, BRASIL: RIQUEZA, AFINIDADES FLORÍSTICAS E CONSERVAÇÃO
D. Victor Souza e Silva
Sergio Romero da Silva Xavier
Tarcísio do Nascimento Dias
Thaís Elias Almeida
Augusto César Pessôa Santiago

09/04/2026
91-101
3
As samambaias e licófitas representam duas linhagens de plantas vasculares que, historicamente, foram agrupadas sob o termo “pteridófitas”. O Brasil destaca-se pela expressiva riqueza desses grupos, abrigando 1.425 espécies, das quais 360 são endêmicas da Floresta Atlântica. Nas últimas décadas, avanços significativos têm reduzido as lacunas, ainda persistentes, no conhecimento sobre a flora de samambaias e licófitas nos estados do Nordeste. O presente estudo teve como objetivo elaborar um checklist das samambaias e licófitas da Mata do Buraquinho, localizada em João Pessoa (PB), além de investigar a riqueza de espécies e as afinidades florísticas da área em relação a outros remanescentes da Floresta Atlântica Nordestina. Para tanto, foram analisadas as principais plataformas de dados de biodiversidade e realizados levantamentos em herbários regionais. A riqueza local foi avaliada por meio de curvas de rarefação e extrapolação, enquanto as comparações florísticas entre remanescentes foram conduzidas por meio de análises de NMDS e UPGMA, utilizando o índice de Jaccard como medida de similaridade. A influência de fatores geográficos e ambientais sobre a estruturação florística foi testada por meio do teste de Mantel. Para a área de estudo foram registradas 24 espécies, sendo uma licófita e 23 samambaias, distribuídas em 11 famílias e 20 gêneros, incluindo quatro espécies introduzidas. A análise de riqueza indicou que a amostragem foi suficiente para representar a riqueza local. Em relação às afinidades florísticas, a Mata do Buraquinho apresentou maior similaridade com remanescentes costeiros do Centro de Endemismo Pernambuco. Contudo, as análises não revelaram correlações significativas entre a dissimilaridade florística e as distâncias geográficas ou ambientais, possivelmente em razão da predominância de espécies de ampla distribuição e introduzidas em uma paisagem altamente fragmentada. Este estudo fornece uma base atualizada para o monitoramento da flora local, destacando a influência de distúrbios antrópicos na composição de espécies.
Ler mais...Flora; Floresta Atlântica; Nordeste; Pteridófitas; Similaridade florística
MATA DO BURAQUINHO: HISTÓRIA, AMBIENTE, BIODIVERSIDADE E CONSERVAÇÃO
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