A TRANSEXUALIDADE NA INFÂNCIA E OS DISCURSOS SOBRE GÊNERO, CORPORALIDADE E SEXUALIDADE EM TOMBOY (2011) E MA VIE EN ROSE (1997)



A TRANSEXUALIDADE NA INFÂNCIA E OS DISCURSOS SOBRE GÊNERO, CORPORALIDADE E SEXUALIDADE EM TOMBOY (2011) E MA VIE EN ROSE (1997)
Claudia Ximenez Alves
Leiriane Jenifer Souza Gloor

26/02/2022
82-94
6
O objetivo deste estudo foi realizar uma análise fílmica comparativa entre dois longas-metragens que têm como temática a transgeneridade na infância. Por tratar-se de um tema geralmente polêmico e ausente em cursos de Licenciatura em Pedagogia e/ou outras Licenciaturas, buscamos, com base em Tomboy (2011) e Ma Vie En Rose (1997), colocar em destaque elementos de duas tramas cinematográficas que envolvem a subversão ao sistema sexo/gênero, elemento este que expõe dissonâncias à regulação e normatização das existências infantis e que rompe com uma narrativa de linearidade, onde as infâncias são comumente apresentadas assentadas sobre o dualismo feminilidade e masculinidade. Entre outros resultados, compreendemos que duas crianças trans, em seus corpos híbridos, transgridem a origem biológica, nos remetem a uma infância trans que rompe os dualismos e as fronteiras de gênero e nos convocam a pensar a diversidade e as multiplicidades que nos perfazem, assim como a instabilidade dos marcos divisórios entre o masculino/feminino e o macho/fêmea. E, ainda que não pretendamos que nossas reflexões sejam definitivas, concluimos que a pluralidade identitária, representada nos protagonistas infantis, personagens transgênero dessas obras cinematográficas, permite diversos sentidos ao corpo transsexual, especialmente de crianças, porque consideramos que filmes como esses, com temáticas adversas e complexas, podem promover experiências de desconstrução de estigmas em questões de gênero e sexualidade, colaborando na compreensão e na redução de práticas discriminatórias, também e particularmente em contextos escolares.
Ler mais...Transgeneridade, Gênero, Infância, Crianças transgênero.
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