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RAÇA, COR E COLONIALIDADE: COMO PRODUZIMOS E REPRODUZIMOS DESIGUALDADES EM DIFERENTES ESPAÇOS SOCIAIS


RAÇA, COR E COLONIALIDADE: COMO PRODUZIMOS E REPRODUZIMOS DESIGUALDADES EM DIFERENTES ESPAÇOS SOCIAIS
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Editora Científica Digital
A desigualdade racial não nasce apenas na escola — ela corre como um rio subterrâneo que atravessa famílias, igrejas, territórios, instituições públicas, mídias e relações de trabalho. A colonialidade opera como um sistema invisível que organiza esses fluxos, definindo quem pode ocupar determinados lugares, quais histórias são celebradas e quais corpos são lidos como risco, excesso ou ausência.
No âmbito familiar, o racismo manifesta-se nos comentários naturalizados, na escolha de brinquedos e referências culturais, nos padrões de beleza transmitidos às crianças e nas expectativas que variam conforme a cor da pele. Há elogios que ferem e silêncios que educam mais do que palavras. A colonialidade doméstica ensina, sem explicitar, quem merece ser ouvido, obedecido ou evitado.
Nas igrejas e comunidades de fé, a desigualdade aparece na forma como símbolos, liturgias e lideranças reproduzem uma estética branca associada à pureza, à ordem e à sacralidade. Com frequência, corpos negros são convocados a servir, mas raramente a decidir. Ainda assim, nesses mesmos espaços brotam resistências potentes, pois a espiritualidade também pode ser território de reexistência, afirmação identitária e luta por dignidade.
Na esfera pública, a colonialidade estrutura políticas de segurança, a organização das cidades e o acesso à saúde, ao lazer e à cultura. Ela se revela nas filas — visíveis e invisíveis — que determinam quem é revistado, quem se torna suspeito, quem é protegido e quem é sistematicamente sacrificado. O serviço público, quando não orientado por uma escuta antirracista, pode transformar-se em agente de exclusão sem sequer reconhecer esse papel.
Nas mídias, a repetição de estereótipos, a escassez de representatividade e a narrativa hegemônica reforçam a ideia de que apenas determinados corpos são dignos de protagonismo. A tela educa tanto quanto — e, por vezes, mais do que — a sala de aula.
Nos territórios e comunidades, o racismo desenha geografias: bairros segregados, oportunidades desiguais, trajetórias marcadas antes mesmo do nascimento. A cor da pele estabelece fronteiras invisíveis que delimitam sonhos possíveis e impossíveis.
A escola, portanto, é apenas uma das cenas em que a colonialidade atua — mas é também um dos espaços onde a transformação pode começar. A ruptura exige uma ética da presença: escutar, ler, estudar, desconstruir, reparar e reinventar práticas cotidianas. Trata-se de um trabalho que envolve toda a sociedade, pois a desigualdade racial é uma ferida coletiva, histórica e também espiritual.
Em última instância, discutir raça, cor e colonialidade é discutir que tipo de humanidade desejamos construir, sustentar e legar às próximas gerações.
Áreas temáticas
Psicologia
• Educação
• Filosofia
• Antropologia
• Sociologia
• Ciência Política
• História
• Geografia humana
• Serviço Social
• Direito
• Comunicação
• Administração pública/comunitária
• Linguística (para estudos de discurso, representações, narrativas,
colonialidade linguística)
• Estudos Étnico-Raciais
• Direitos Humanos
• Estudos de Gênero
• Estudos da Diversidade
Temáticas Sugeridas
-
Raça, cor e construção social das desigualdades
-
Colonialidade do poder, do saber e do ser
-
Racismo estrutural, institucional e ambiental
-
Relações raciais e desigualdades no contexto educacional
-
Raça, gênero, classe e interseccionalidades
-
Colonialidade e produção do conhecimento científico
-
Políticas públicas, ações afirmativas e justiça social
-
Racismo, mídia e representações sociais
-
Desigualdades raciais no mercado de trabalho e nas organizações
-
Movimentos sociais, identidades e práticas de resistência
-
Perspectivas decoloniais e epistemologias do Sul
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Diretrizes para Submissão
-
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-
Inclusão de resumo (até 250 palavras) e de 3 a 5 palavras-chave
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