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EDUCAÇÃO E DESIGUALDADES SOCIAIS: GRUPOS SOCIAIS DE CLASSE E INTERFACES DAS DESIGUALDADES NA EDUCAÇÃO DO BRASIL


EDUCAÇÃO E DESIGUALDADES SOCIAIS: GRUPOS SOCIAIS DE CLASSE E INTERFACES DAS DESIGUALDADES NA EDUCAÇÃO DO BRASIL
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Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
A Editora Científica Digital convida pesquisadores, docentes, estudantes de graduação e pós-graduação e profissionais das áreas de Educação, Sociologia, Ciências Sociais, Serviço Social, Políticas Públicas e áreas afins a submeterem capítulos para a coletânea “Educação e Desigualdades Sociais: Grupos Sociais de Classe e Interfaces das Desigualdades na Educação do Brasil”. A obra tem como objetivo reunir produções acadêmicas que analisem as múltiplas dimensões das desigualdades educacionais no contexto brasileiro, considerando as relações entre classe social, território, raça, gênero e outros marcadores sociais.
Objetivo da Coletânea
No Brasil, a educação escolar pública é um direito garantido constitucionalmente a todos. Entretanto, ano após ano, observam-se elevados índices de interrupção das trajetórias de escolarização de diversos sujeitos, por diferentes motivos, que, por vezes, resultam na interrupção total dos estudos.
Esse fenômeno é mais recorrente entre sujeitos pertencentes às classes populares, como demonstram os dados de escolarização da população brasileira. As desigualdades manifestam-se em função de diferentes características dos sujeitos, sejam categorias de classificação, como raça e gênero, sejam condições de vida, áreas de moradia ou contextos específicos de escolarização.
Em sociedades modernas, como a brasileira, a educação — em especial a longevidade escolar — ainda constitui o principal meio de mobilidade social. Entretanto, as profundas desigualdades sociais existentes no país atravessam a trajetória escolar da população, oferecendo oportunidades e resultados distintos para sujeitos pertencentes a diferentes grupos sociais e, consequentemente, influenciando essa longevidade.
Os indicadores educacionais revelam persistentes dificuldades na superação de problemas relacionados ao analfabetismo, à distorção idade-série, à conclusão da educação básica e ao acesso e à conclusão do ensino superior por sujeitos oriundos das classes populares. Esses dados repercutem diretamente na qualidade de vida da população e na ocupação de posições mais vulneráveis no mercado de trabalho.
Além disso, as desigualdades nas trajetórias de escolarização não se limitam aos resultados obtidos, mas abrangem também as condições de escolarização ao longo da vida. Pesquisas acadêmicas têm evidenciado não apenas os baixos índices de escolarização de sujeitos das classes populares, mas também as diferenças existentes entre unidades escolares públicas situadas em espaços urbanos mais vulnerabilizados e/ou periféricos, afastados dos centros e de regiões mais bem equipadas com bens e serviços do Estado. Trata-se de mais uma face das desigualdades, desta vez horizontais, presentes no sistema de escolarização pública brasileiro.
Essas diferenças envolvem desde condições de segurança e infraestrutura dos espaços escolares até a disponibilidade de recursos para as atividades pedagógicas, além da remuneração docente, da formação dos professores e da adequação dessa formação às disciplinas lecionadas.
Esse conjunto de vulnerabilidades afeta de maneira ainda mais intensa determinados grupos dentro das classes populares. Sob uma perspectiva interseccional, as pesquisas têm demonstrado que a raça influencia significativamente os resultados educacionais mais desfavoráveis, assim como a combinação entre classe social, raça e gênero. Meninos negros de classes populares, especialmente pretos, apresentam os piores indicadores ao longo dessa trajetória escolar.
Outros grupos ainda permanecem sub-representados nas pesquisas, como pessoas com deficiência, populações indígenas e pessoas transexuais. Nesses casos, os estudos ainda são incipientes, não permitindo generalizações com amplo respaldo científico acerca da interseção entre esses marcadores sociais e a classe, embora as tendências observadas apontem para a reprodução das desigualdades.
Neste livro, propõe-se compartilhar estudos provenientes de pesquisas que se dedicaram a analisar o cenário educacional a partir das desigualdades educacionais decorrentes das diferenças de classe social, interseccionadas ou não com outras categorias, como raça, gênero, sexualidade e deficiência.
O objetivo é fomentar o debate sobre a temática, dando visibilidade às pesquisas que vêm sendo desenvolvidas e reunindo estudos consistentes que contribuam para o avanço da área.
Pretende-se reunir trabalhos oriundos de pesquisas teóricas ou empíricas, devidamente fundamentadas e já concluídas, isto é, que apresentem resultados consolidados capazes de ampliar a compreensão das desigualdades educacionais e de subsidiar reflexões e ações voltadas à construção de uma educação mais equitativa e inclusiva.
Temáticas Sugeridas
- Educação e desigualdades sociais no Brasil
- Classe social e acesso à educação
- Desigualdades educacionais e estratificação social
- Raça, gênero, território e interseccionalidades na educação
- Políticas públicas e equidade educacional
- Inclusão, exclusão e permanência escolar
- Educação básica, ensino superior e desigualdades de oportunidades
- Sociologia da educação e reprodução social
- Formação docente e enfrentamento das desigualdades
- Educação, pobreza e vulnerabilidade social
- Direito à educação e justiça social
- Desafios contemporâneos para a democratização do ensino no Brasil
Diretrizes para Submissão
- Capítulos inéditos e originais
- Extensão entre 10 e 20 páginas
- Formatação conforme as normas da ABNT
- Envio de resumo com até 250 palavras e de 3 a 5 palavras-chave
Critérios de Avaliação
Os textos serão avaliados por um comitê editorial e pareceristas ad hoc, considerando a relevância do tema, originalidade, consistência teórico-metodológica, rigor científico, clareza textual e adequação às normas editoriais.
Data de Publicação
A publicação da coletânea ocorrerá conforme o cronograma editorial da Editora Científica Digital.
Publicação Ahead of Print (AOP)
A coletânea contará com a opção de publicação no formato AOP (Ahead of Print), possibilitando a disponibilização antecipada dos capítulos aprovados antes do lançamento oficial do livro completo, ampliando a visibilidade e o impacto das produções acadêmicas.
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