SEPSE EM UM HOSPITAL ESCOLA: CARACTERÍSTICAS DOS PACIENTES, ORIGEM DA INFECÇÃO E DESFECHO

Code: 230513056
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Título

SEPSE EM UM HOSPITAL ESCOLA: CARACTERÍSTICAS DOS PACIENTES, ORIGEM DA INFECÇÃO E DESFECHO

Autores(as):
  • Daiane Alexsandra Smaniotto Rodrigues

    Rodrigues, DAS

  • Daniel Nunes Smaniotto Rodrigues

    Rodrigues, DNS

  • Andreia Barcellos Teixeira Macedo

    Macedo, Andreia Barcellos Teixeira

  • Mariana Iribarrem Ness

    Ness, MI

  • Grasiele Costa Rodrigues

    Rodrigues, GC

  • Elisangela Souza

    Souza, E

  • Deborah Bulegon Mello

    Mello, DB

  • Jaqueline Sangiogo Haas

    Haas, JS

DOI
10.37885/230513056
Publicado em

30/06/2023

Páginas

86-96

Capítulo

6

Resumo

Objetivo: conhecer o perfil dos pacientes sépticos ou com choque séptico de um hospital escola, assim como sua relação com a origem da infecção e com desfecho na internação. Método: estudo observacional prospectivo, desenvolvido em hospital geral público e universitário. A população foi pacientes com sepse ou choque séptico internados no ano de 2018, caracterizando amostra intencional. Os dados foram coletados do prontuário eletrônico e analisados por meio de estatística descritiva e analítica. Resultados: a amostra foi constituída por 403 pacientes, com idade média de 59,6±16,8 anos, maioria do sexo masculino (233; 57,9%), com predomínio de internação por motivos clínicos (284;70,5%), sendo 199(49,4%) com sepse/choque séptico de origem por infecção comunitária e 204 (50,6%) com Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS). O grupo com infecção comunitária apresentou maior prevalência de pacientes sem comorbidades (13,1%, n=26). A idade foi maior no grupo que desenvolveu sepse por IRAS (61,2±16,2 vs.58±17,3 anos, p=0,05). O tipo de internação foi predominantemente por motivos clínicos, porém os pacientes com sepse por IRAS eram significativamente mais cirúrgicos (n=80, 39,2%). Os desfechos foram melhores nos pacientes com sepse comunitária, com mais alta hospitalar (63,8% vs. 39,7%, p<0,001) e menos óbito (36,2% vs. 58,3%, p<0,001). Conclusão: Este estudo caracterizou pacientes sépticos e com choque séptico em um hospital escola e identificou maior gravidade nos que tiveram IRAS como origem do quadro, demonstrando a necessidade de investimento nas medidas de prevenção das IRAS hospitalares.

Palavras-chave

Sepse, Perfil de saúde, Cuidados de enfermagem, Infecção hospitalar.

Autor(a) Correspondente
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