FATORES DE RISCO COMPORTAMENTAIS MODIFICÁVEIS E DOENÇAS CRÔNICAS: ANÁLISE DE DADOS DO INQUÉRITO TELEFÔNICO VIGITEL (2019)

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Título

FATORES DE RISCO COMPORTAMENTAIS MODIFICÁVEIS E DOENÇAS CRÔNICAS: ANÁLISE DE DADOS DO INQUÉRITO TELEFÔNICO VIGITEL (2019)

Autores(as):
  • Luana Lopes Padilha

  • Dafiny Heloá Baltazar Fernandes

  • Jamily Mendes Rodrigues

  • Kassia Kayllane Veras Vitor

  • Kaylane Santos Silva

  • Rayla Edwiges Sales Da Silva,

  • Lilian Fernanda Pereira Cavalcante

  • Nataniele Ferreira Viana

  • Samiria De Jesus Lopes Santos

  • Wyllyane Rayana Chaves Carvalho

DOI
  • DOI
  • 10.37885/230613418
    Publicado em

    30/08/2023

    Páginas

    104-121

    Capítulo

    8

    Resumo

    Objetivo: Analisar a associação entre os fatores de risco comportamentais modificáveis e as doenças crônicas não transmissíveis na população brasileira, segundo dados do inquérito telefônico Vigitel de 2019. Métodos: Estudo transversal, realizado por meio de dados secundários do inquérito telefônico Vigitel do ano de 2019. Foram completadas 52.443 entrevistas legíveis, apresentando uma taxa de sucesso do sistema de 69,2%, variando entre 59%, em Macapá, e 75%, em Salvador e no Distrito Federal. Para obter os dados dos entrevistados foi aplicado um questionário sobre as condições sociodemográficas, condições de saúde e os fatores de risco comportamentais modificáveis para doenças crônicas não transmissíveis. Dos dados disponíveis, foram utilizados: fatores sociodemográficos (variáveis confundidoras), fatores de risco comportamentais modificáveis (variáveis de exposição) e doenças crônicas (excesso de peso, obesidade, diabetes e hipertensão), como desfecho. As associações entre as variáveis de exposição e desfecho foram determinadas por meio das razões de prevalência por regressão de Poisson, utilizando modelo hierarquizado (p<0,05). O software Stata® versão 14.0 foi utilizado nas análises. Resultados: Os fatores associados às doenças crônicas, no modelo final, foram: sexo feminino (RP: 0,95; IC95%: 0,92-0,98; p=0,001); ter 25 anos ou mais de idade (p<0,0001); ter companheiro(a) (p<0,0001), ser viúvo(a) (RP: 1,25; IC95%: 1,18-1,30; p<0,0001), separado(a) ou divorciado(a) (RP: 1,10; IC95%: 1,03-1,16; p=0,006); ser de cor preta (RP: 1,11; IC95%: 1,05-1,16, p<0,0001) ou parda (RP: 1,07; IC95%: 1,04-1,11; p<0,0001); ter menos anos de escolaridade: 0 a 8 anos (RP: 1,10; IC95%: 1,05-1,14; p<0,0001) e 9 a 11 anos (RP: 1,06; IC95%: 1,02-1,10; p=0,002); abusar no consumo de bebida alcoólica (RP: 1,07; IC95%: 1,03-1,12; p<0,0001); consumir menos de cinco vezes por semana feijão (RP: 1,05; IC95%: 1,02-1,08; p<0,0001); consumir menos de cinco grupos de alimentos in natura ou minimamente processados (RP: 1,05; IC95%: 1,02-1,08; p=0,001) e consumir cinco ou mais grupos de alimentos ultraprocessados (RP: 0,94; IC95%: 0,90-0,98; p=0,015). Conclusão: Desta forma, marcadores relacionados à desigualdade social e aos maus hábitos alimentares estiveram relacionados às maiores prevalências de doenças crônicas da população brasileira, o que ressalta a importância de políticas públicas que reduzam tais desigualdades e políticas regulatórias que previnam o abuso do álcool, promovam a adoção de práticas alimentares mais saudáveis, assim como outras práticas adequadas em saúde.

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    Palavras-chave

    Fatores de risco, Doenças não Transmissíveis, Sistema de Vigilância por Inquérito Telefônico, Vigitel.

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