A PESTE DE ALBERT CAMUS: AS RELAÇÕES ENTRE LITERATURA E MEMÓRIA, HISTÓRIA E RESISTÊNCIA POLÍTICA EM NOSSOS DIAS.

Code: 230212014
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Título

A PESTE DE ALBERT CAMUS: AS RELAÇÕES ENTRE LITERATURA E MEMÓRIA, HISTÓRIA E RESISTÊNCIA POLÍTICA EM NOSSOS DIAS.

Autor(a):
  • João Silva

    Silva, João

DOI
10.37885/230212014
Publicado em

04/01/2024

Páginas

17-35

Capítulo

2

Resumo

A Peste de Albert Camus (1913-1960) é um livro que pode ser lido no viés de uma crônica pelo modo cronológico em que apresenta os acontecimentos, nele encontramos possíveis relações entre literatura e memória, estas voltadas para nossas realidades em pleno século XXI. O enredo acontece no espaço e tempo da cidade de Oran, em 1940, como nos informa o narrador, Rieux. Uma epidemia de ratos disseminou a peste pela cidade, matando um número expressivo de habitantes, ao ponto de o prefeito ordenar o fechamento das portas da mesma, decretando estado de sítio. O flagelo é mencionado no fim do livro: “ [...] a peste não morre e nem desaparece nunca.” (CAMUS, 1997, p. 269). Pode-se dizer que, a peste ressurgirá na contemporaneidade com outro nome, ‘Covid-19’, a história se repete, trazendo-nos a memória depois de mais de setenta anos da sua publicação na França, a qual propõe uma alegoria sobre a Segunda Guerra e, as tropas de Hitler invadem e sitiam Paris. Pensa-se, a literatura sob novos enfoques, A Peste é uma obra engajada politicamente e humanista. Por sua leitura, se refere às lutas diárias contra um sistema opressor, mal do qual o Brasil está sofrendo nestes tempos incertos. Em A Peste cria-se, uma história no isolamento epidêmico de Oran, situação que resultava em sofrimento e despertava a liberdade frente à tragédia e à urgência de engajamento para combater o mal. Neste sentido, das ideias plurais que há entre o livro e o tema deste artigo, tomamos a obra como uma resposta a estes danos atuais, pois, A Peste pode ser uma alegoria de nossos dias, da política de desrespeito humano no Brasil, que tem levado ao prolongamento ainda do drama desta epidemia que ainda perdura em nosso meio e, suas sequelas mortais país afora. Neste sentido, nossos aparatos se convocam nas discussões entre Camus (1997), Araújo (2020), Guérin (2009), Lévi-Valensi (1991) e Nunes (1951).

Palavras-chave

Albert Camus, A Peste, Literatura, Memória, História. Resistência.

Autor(a) Correspondente
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