MODALIZAÇÃO AUTONÍMICA A VOZ DO OUTRO NA ESCRITA ACADÊMICA: UM ESTUDO DE UTILIZAÇÃO E APROPRIAÇÃO DO DISCURSO SOBRE OS CONCEITOS DE VARIAÇÃO E DE MUDANÇA NA ESCRITA DE DISSERTAÇÕES DE MESTRADO - 1970 A 2011

Code: 196-278
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Título

MODALIZAÇÃO AUTONÍMICA A VOZ DO OUTRO NA ESCRITA ACADÊMICA: UM ESTUDO DE UTILIZAÇÃO E APROPRIAÇÃO DO DISCURSO SOBRE OS CONCEITOS DE VARIAÇÃO E DE MUDANÇA NA ESCRITA DE DISSERTAÇÕES DE MESTRADO - 1970 A 2011

ISBN

978-65-89826-72-9

DOI
10.37885/978-65-89826-72-9
Publicado em

29/08/2021

Páginas Edição

136

1

Autor(a):
  • Elza Maria Silva de Araújo Alves

    Elza Maria Silva de Araújo Alves

Sinopse

Esta pesquisa parte de reflexões desenvolvidas no interior do Grupo de Pesquisa do Texto e do Discurso do Departamento de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e insere-se no campo da Teoria da Enunciação. Refletimos sobre a produção escrita no ensino superior, mais especificamente tomando como objeto de análise as formas reflexivas da língua utilizadas na escrita de dissertações de mestrado. Centramos este estudo nos pressupostos teóricos de Authier-Revuz (1998, 2004), no que se refere à heterogeneidade enunciativa e em seus exteriores teóricos (o conceito de dialogismo e o discurso polifônico, proposto por Bakhtin, o sujeito clivado pelo inconsciente, sujeito construído pela Psicanálise; e o interdiscurso, conceito proposto por Pêcheux). Nesse sentido, fizemos um recorte no corpus, inicialmente constituído por oito dissertações de mestrado e selecionamos quatro, defendidas nos anos de 1979, 1989, 2000 e 2011, para representar o que pretendemos analisar. Essas dissertações foram selecionadas do acervo da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – USP e dos programas de pós-graduação disponíveis no Portal Domínio Público – CAPES. Nosso intuito é analisar marcas da “modalização autonímica” na utilização e apropriação do discurso do outro sobre os conceitos de variação e de mudança na escrita dos pesquisadores em formação. Buscamos responder à seguinte questão: quais as marcas de utilização e de apropriação do discurso do outro na escrita do pesquisador em formação? Dessa forma, temos como objetivos: a) verificar, no corpus selecionado, como o discurso sobre os conceitos de variação e de mudança é utilizado na escrita das quatro dissertações mencionadas; b) analisar como o pesquisador em formação mostra, em sua escrita, os diferentes modos de se apropriar desses conceitos. Por meio da análise, foi possível observarmos que, quando o pesquisador se utiliza dos conceitos, a escrita se apresenta marcada por estratégias linguísticas que demonstram o discurso constituindo-se a partir da teoria e do objeto investigado. E, na apropriação, esse processo se apresenta de duas formas: como processo dialógico e como processo reflexivo. No primeiro caso a constituição do discurso do pesquisador se realiza sob a forma de diálogo entre os interlocutores; no segundo, sob a forma de reflexão, realizada por meio de um comentário, de uma “metaenunciação”. Nessa última, o pesquisador pode ou não transmudar seu discurso. Acreditamos, portanto, haver três processos de escrita: aquela que traduz algo já dito, a que experimenta algo já dito e aquela que transmuda - que produz um novo, que cria, que inventaria.

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