DA NOTIFICAÇÃO À DECISÃO SANITÁRIA EM SURTOS ALIMENTARES: DESAFIOS NA RESPOSTA INTEGRADA SOB A PERSPECTIVA DA SAÚDE ÚNICA

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Título

DA NOTIFICAÇÃO À DECISÃO SANITÁRIA EM SURTOS ALIMENTARES: DESAFIOS NA RESPOSTA INTEGRADA SOB A PERSPECTIVA DA SAÚDE ÚNICA

Autores:
  • Katariny Michelle de Araújo Pinheiro Tavares

  • Joyce Veceli Barros Sobreira

  • Jorg Heukelbach

  • Carlos Henrique Alencar

DOI
  • DOI
  • 10.37885/260722426
    Publicado em

    02/09/2026

    Páginas

    21-43

    Capítulo

    2

    Resumo

    Introdução: A gestão de surtos alimentares ocorre sob incertezas e exige respostas rápidas para reduzir a exposição da população. Entretanto, notificações tardias, amostras degradadas, sobreposição de atribuições e rastreabilidade precária comprometem a investigação e a identificação do veículo transmissor. Objetivo: Caracterizar os desafios da resposta a surtos alimentares no Sistema Único de Saúde e sistematizar um fluxo municipal integrado, orientado pela Saúde Única. Desenvolvimento: Realizou-se revisão narrativa da literatura e análise documental em PubMed, BVS e SciELO, além de legislação sanitária e documentos técnicos. Para estudos e documentos técnicos, adotou-se o período de 2016 a 2026, com inclusão de referências anteriores quando essenciais. Dos 81 artigos identificados, oito foram incluídos, juntamente com uma legislação federal e seis documentos técnico-institucionais. A síntese mostrou que uma resposta efetiva exige atuação coordenada entre vigilância epidemiológica, vigilância sanitária, assistência e laboratório. Também requer a preservação de alimentos, embalagens, registros e amostras clínicas. A avaliação ambiental precoce e a integração das evidências epidemiológicas, laboratoriais, sanitárias e da cadeia produtiva completam esse processo. Medidas cautelares podem ser adotadas sem confirmação microbiológica definitiva quando houver risco de continuidade da exposição, desde que sejam tecnicamente fundamentadas, proporcionais e reavaliadas. Conclusão: A Saúde Única favorece uma resposta coordenada aos surtos alimentares. A sistematização dessas diretrizes em um fluxo municipal pode reduzir atrasos, fortalecer decisões e ampliar a proteção coletiva.

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    Palavras-chave

    Vigilância Sanitária; Investigação Epidemiológica; Surtos Alimentares; Gestão de Riscos; Saúde Única

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